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Orações para São Bento

Algumas orações para São Bento, lembrando que o dia em que comemora sua honra é 11 de julho.

Oração para alcançar alguma Graça.

Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrates sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições; que nas famílias reine a paz e a traquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça… que vos suplicamos; finalmente, vos pedimos que ao término de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. Amém.

Oração para alcançar uma boa morte
Ó Deus que com tantos e tão grandes privilégios honrastes a preciosa morte do glorioso Patriarca São Bento, cencedei, nós vô-lo pedimos, a nós que honramo a sua memória, que a hora de nossa morte, sejamos livres das ciladas e embustes dos inimigos pela presença daquele cuja memória celebramos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

A primeira parte desse post pode ser lida aqui.

Os requisitos para uso da medalha.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc. Igualmente, nos protege contra os acidentes de toda espécie; cura as doenças etc.

Medalha de São Bento

Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.

O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias; a medalha concede também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento, como São José, são padroeiros da boa morte.

Para se ficar livre das ciladas do demónio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso Servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da igreja.  Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.

Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados. (Recomenda-se aos que usarem a medalha a rezarem diariamente as orações cujas iniciais estão na medalha, acrecentando o Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai).

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São Bento servia-se do Sinal da Cruz para fazer milagres e vencer as tentações. Daí, veio o costume, muito antigo, de representá-lo com uma cruz na mão.

São Bento

Através dos séculos, foram cunhadas medalhas de São Bento de várias formas. Desde o século XVII, começaram-se a cunhar medalhas, tendo de um lado a imagem do Santo com um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso. O outro lado da medalha apresenta uma cruz e entre os seus braços estão gravadas as iniciais:

  • C S P B que em latim significa: Crux Sancti Patris Benedicti; (em português: Cruz do Santo Pai Bento).

Na haste vertical da cruz leêm-se as iniciais:

  • C S S M L: ou seja: Crux Sacra Sit Mihi Lux (A  Cruz Santa Seja Minha Luz).

E na haste horizontal:

  • N D S M D: ou seja: Non Draco Sit Mihi Dux (Não Seja o Dragão o Meu Guia).

No alto da cruz está gravada a palavra Pax: Paz que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes Pax é substituído pelo monograma de Cristo: I H S (Jesus Homem Salvador).

A partir da direita de Pax estão as iniciais:

  • V R S N S M V: Vade Retro Satana. Numquam suade mihi Vana (Retira-te, Satanás, Nunca me aconselhe coisas vãs!).

E a seguir:

  • S M Q L I V B: ou seja: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas. (É mau o que ofereces; bebe tu mesmo os teus Venenos!

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(Veja a primeira parte…)

Sua pregação atraía muitas pessoas impressionadas pelas suas palavras e pelo seu exemplo de vida austera. O próprio Evangelho diz que ele vestia rude pele de camelo e alimentava-se com gafanhotos e mel silvestre.

João, em sua pregação, descreve, com figuras apocalípticas, o juízo iminente de Deus e exorta a todos à penitência dos pecados como única forma de escapar  da ira de Deus. Ao ver muitos fariseus e saduceus, que vinham para serem batizados, disse-lhes: “Raça de víboras, quem vos ensinou a escapar da ira iminente? Fazei, portanto, frutos dignos de conversão e não julgueis que vos basta dizer: ‘Temos por pai Abraão’, pois vos asseguro que Deus tem o poder de suscitar destas pedras verdadeiros filhos de Abraão. O machado está posto à raiz das árvores e toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo” (Mt 3,7)

João Batista teve a sorte de batizar o próprio Cristo, embora protestasse ser indigno de desatar-lhe as sandálias. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias, com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo… Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Mt 3,11)

Detalhe para a imagem de São João Batista

Detalhe para a imagem de São João Batista

João morreu mártir pela fidelidade à sua missão de profeta, em denunciar publicamente o adultério de Herodes, que vivia em forma escandalosa com sua cunhada Herodíades. João foi preso, encarcerado na fortaleza de Maqueronte e, mais tarde, degolado a pedido da esposa adulterina de Herodes. Seus discípulos recolheram o corpo e lhe deram honrada sepultura.

O maior elogio dado a São João foi o de Jesus que o definiu: “Ele é mais do que um profeta. Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior que João Batista. Contudo, o menor no Reino de Deus é maior do que ele” (Mt 11,11). João, de fato, pertence ao Antigo Testamento e nós ao Novo. Quem viver plenamente a redenção que nos vem de Cristo, já é maior, pela graça, que o profeta João!

Fonte: Dom Servilio Conti, O Santo do Dia, 4ª edição,  Petrópolis, Ed. Vozes, 1990, p. 274.

Poucos santos foram e são tão populares em todo o mundo cristão como São João Batista. Cantos, danças folclóricas, fogueiras e quadrilhas, foguetes além de procissões e mastros, são os aspectos típicos da festa de João Batista.

Ele é o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a prenunciação do Natal de Cristo.

Os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias. Seu nascimento e missão foram anunciados pelo Anjo Gabriel ao pai Zacarias (Lc 1,5-25). Na circuncisão ele recebeu, por inspiração divina, o nome de João. Ele era seis meses mais velho do que Jesus, mas iniciou sua pregração pública à beira do rio Jordão, alguns anos antes de Cristo dar início a própria missão.

O evangelista São Lucas assim resume a infância de João: “O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel” (Lc 1,80).

Há autores que dizem que João se teria unido à seita dos essênios, tipo de monges rigoristas que viviam no deserto à beira do rio Jordão ou do Mar Morto, em forma comunitária, entregues à oração e à penitência.

O evangelho apresenta João Batista por ocasião do batismo de Jesus.

Com palavras incisivas e vibrantes, pregava a necessidade da conversão e do batismo de penitência. Suas palavras eram duras e veementes. Insitia com rigor na necessidade do fiel cumprimento dos deveres de estado. Argumentava com a proximidade da vinda do Messias prometido e tão esperado.

A originalidade desse profeta era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada de batismo, e daí o apelido de Batista.

(continua no próximo post)

Fonte: Dom Servilio Conti, O Santo do Dia, 4ª edição,  Petrópolis, Ed. Vozes, 1990, p. 272.

(veja a 2ª Parte)

Santo Agostinho

Ontem a mãe Mônica, hoje o filho Agostinho: dois santos! Não existiria o segundo, se sua mãe não tivesse sido santa, gerando o filho à fé pelas orações e pelas lágrimas!

Santo Agostinho

Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste, hoje região da Argélia, norte da África, em 354, filho de Mônica e Patrício: ela, santa esposa e mãe ele pagão rude e violento. Agostinho teve uma mocidade inquieta, m agitada pelas paixões e desvios doutrinais. Inteligência eleita, aguda, penetrante, depois dos desmandos da juventude, procurou a verdade e a redenção  do seu espírito irrequieto, através das filosofias, mas debalde. Formou-se brilhantemente em retórica e, ainda jovem, escrevia ensaios de poesia e filosofia…

Procurando maior glória, deixou Cartago, cidade de seus estudos, e foi para a capital do Império Romano, abrindo uma escola de retórica, mas ficou por pouco tempo, porque teve a nomeação oficial de professor de retórica e gramática em Milão. Aí, atraído pela fama do grande bispo Ambrósio, poeta e orador, começou a assistir aos sermões do santo bispo. Do apreço à forma literária da pregação, Agostinho passa ao apreço pelo conteúdo. Converte-se, recebe a instrução e é batizado por Santo Ambrósio, na Páscoa de 387. Tinha trinta e três anos e chegara ao término de um longo e laborioso processo de conversão, para o qual, além de sua sede de verdade, tiveram um papel importante as preces e as lágrimas de sua santa mãe.

O próprio Agostinho descreve o toque final da graça de Deus que o levou à conversão: “Enquanto, chorando debaixo de uma figueira, debatia-me entre sentimentos e forças opostas… de súbito, ouço uma voz que cantava e repetia muitas vezes: “Toma e lê, toma e lê…” Agarrei o livro (carta aos Romanos) e li para mim aquele capítulo que primeiro se apresentou aos meus olhos e eram estas as palavras: ‘Caminhemos como de dia; nada de desonestidades, nem dissoluções; nada de contendas nem de ciúmes; ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não procureis satisfazer os desejos da carne’ (Rm 13,13s). Não quis ler mais nem era necessário; pois penetrou-me no coração uma espécie de luz serena e todas as trevas de minhas dúvidas fugiram” (Confissões, cap. X).

Com ele foi batizado também o filho Adeodato; jovem inteligentíssimo, que faleceu aos 15 anos de idade, com grande dor de Agostinho. Decidiu então voltar para sua pátria, a África, com sua mãe Mônica, que faleceu na viagem perto de Roma. Na África, com alguns amigos, iniciou uma vida comunitária, entregue à meditação, ao estudo da Bíblia, à oração e obras de caridade.

Mas, no dizer do Evangelho, a luz não pode ficar oculta. Agostinho foi procurado pelo bispo de Hipona, a fim de que o ajudasse na pregação, pois o bispo era velho e doente. Foi ordenado sacerdote e, pouco depois, com  a morte do bispo, Agostinho foi aclamado pelo povo como sucessor.

Agostinho, como pastor da diocese por 34 anos, revelou-se um bispo zeloso, vigilante, iluminado, pai dos pobres, mestre insuperável de espiritualidade, escritor fecundíssimo em todos os assuntos teológicos, defensor infatigável da ortodoxia.

Sua ação e influência pastoral não se limitou à pequena cidade portuária de que era bispo, mas rompeu as fronteiras, tornando-se uma espécie de oráculo de sabedoria teológica que a civilização antiga presenteou ao cristianismo. Ele foi definido o mais profundo pensador entre os escritores do mundo antigo e, talvez, o gênio metafísico mais portentoso que viram os tempos. Sua linguagem apaixonada e cálida, expressiva e pessoal, seduz, convence, comove. Seu pensamento iluminou quase todos os pensadores dos séculos posteriores. Entre suas obras quase todos os pensadores dos séculos posteriores. Entre suas obras imortais, emerge sua autobiografia Confissões e A Cidade de Deus, que é uma filosofia da história vista à luz da mensagem cristã.Santo Agostinho - Vitral

Santo Agostinho morreu aos 28 de agosto de 430 com 76 anos de idade, amargurado ao ver os bárbaros sitiarem sua cidade episcopal

CONTI, Servilio. O Santo de Cada Dia. Petrópolis-RJ, Vozes, 1990

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