Arquivo da Tag: História


(Veja a primeira parte…)

Sua pregação atraía muitas pessoas impressionadas pelas suas palavras e pelo seu exemplo de vida austera. O próprio Evangelho diz que ele vestia rude pele de camelo e alimentava-se com gafanhotos e mel silvestre.

João, em sua pregação, descreve, com figuras apocalípticas, o juízo iminente de Deus e exorta a todos à penitência dos pecados como única forma de escapar  da ira de Deus. Ao ver muitos fariseus e saduceus, que vinham para serem batizados, disse-lhes: “Raça de víboras, quem vos ensinou a escapar da ira iminente? Fazei, portanto, frutos dignos de conversão e não julgueis que vos basta dizer: ‘Temos por pai Abraão’, pois vos asseguro que Deus tem o poder de suscitar destas pedras verdadeiros filhos de Abraão. O machado está posto à raiz das árvores e toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo” (Mt 3,7)

João Batista teve a sorte de batizar o próprio Cristo, embora protestasse ser indigno de desatar-lhe as sandálias. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias, com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo… Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Mt 3,11)

Detalhe para a imagem de São João Batista

Detalhe para a imagem de São João Batista

João morreu mártir pela fidelidade à sua missão de profeta, em denunciar publicamente o adultério de Herodes, que vivia em forma escandalosa com sua cunhada Herodíades. João foi preso, encarcerado na fortaleza de Maqueronte e, mais tarde, degolado a pedido da esposa adulterina de Herodes. Seus discípulos recolheram o corpo e lhe deram honrada sepultura.

O maior elogio dado a São João foi o de Jesus que o definiu: “Ele é mais do que um profeta. Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior que João Batista. Contudo, o menor no Reino de Deus é maior do que ele” (Mt 11,11). João, de fato, pertence ao Antigo Testamento e nós ao Novo. Quem viver plenamente a redenção que nos vem de Cristo, já é maior, pela graça, que o profeta João!

Fonte: Dom Servilio Conti, O Santo do Dia, 4ª edição,  Petrópolis, Ed. Vozes, 1990, p. 274.

Poucos santos foram e são tão populares em todo o mundo cristão como São João Batista. Cantos, danças folclóricas, fogueiras e quadrilhas, foguetes além de procissões e mastros, são os aspectos típicos da festa de João Batista.

Ele é o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a prenunciação do Natal de Cristo.

Os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias. Seu nascimento e missão foram anunciados pelo Anjo Gabriel ao pai Zacarias (Lc 1,5-25). Na circuncisão ele recebeu, por inspiração divina, o nome de João. Ele era seis meses mais velho do que Jesus, mas iniciou sua pregração pública à beira do rio Jordão, alguns anos antes de Cristo dar início a própria missão.

O evangelista São Lucas assim resume a infância de João: “O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel” (Lc 1,80).

Há autores que dizem que João se teria unido à seita dos essênios, tipo de monges rigoristas que viviam no deserto à beira do rio Jordão ou do Mar Morto, em forma comunitária, entregues à oração e à penitência.

O evangelho apresenta João Batista por ocasião do batismo de Jesus.

Com palavras incisivas e vibrantes, pregava a necessidade da conversão e do batismo de penitência. Suas palavras eram duras e veementes. Insitia com rigor na necessidade do fiel cumprimento dos deveres de estado. Argumentava com a proximidade da vinda do Messias prometido e tão esperado.

A originalidade desse profeta era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada de batismo, e daí o apelido de Batista.

(continua no próximo post)

Fonte: Dom Servilio Conti, O Santo do Dia, 4ª edição,  Petrópolis, Ed. Vozes, 1990, p. 272.

(veja a 2ª Parte)

A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira, que vieram se estabelecer nas proximidades do Córrego do Barro Preto, distante aproximadamente vinte e dois quilômetros do município de Campininhas das Flores.

Constantino, um homem muito religioso e neste ponto apoiado pela esposa, começou a trabalhar na terra para plantação. Certo dia enquanto lidavam no campo a enxada tocou em algo rígido que não era pedra. Ao conferir notaram ser um medalhão belíssimo de barro, com tamanho em torno de meio palmo de circunferência onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. Eles beijaram o medalhão sagrado e o levaram para casa.

Imagem do Divino Pai Eterno

Imagem do Divino Pai Eterno

Constantino e seus familiares começaram a rezar diante do medalhão encontrado. A notícia se espalhou e aos poucos outros moradores locais passaram a rezar junto a Santíssima Trindade.

A representação artística das três pessoas divinas, Pai, Filho e Espírito Santo se caracterizam pela imagem do Pai, mais velho, lembrando Deus Pai; do Filho, mais jovem; do Espírito Santo, em forma de pomba como é narrado no Evangelho, coroando Maria Santíssima, mãe de Jesus.

Sua proximidade lembra a unidade: as Três Figuras, a Trindade; Deus Uno Trino.

O primeiro Santuário do Divino Pai Eterno foi inaugurado em 1912, este passou a ser conhecido como Santuário Velho, e é a atual Igreja Matriz da cidade de Trindade – GO.

Para marcar o centenário da Romaria de Trindade, em 1943 D. Emanuel Gomes de Oliveira, arcebispo de Goiás na época, fez o lançamento da pedra fundamental do atual Santuário Novo. Em 1957, foi apresentado um projeto para a construção do Santuário. Em 1974 começará a realização da novena e festa do Divino Pai Eterno no local.

Somente em 1994 iniciou-se a fase final do prédio e com ajuda dos romeiros e devotos, a obra foi totalmente concluída.

A praça em torno do Santuário foi totalmente revitalizada, e uma grande rampa foi construída para facilitar o acesso de pessoas com necessidades especiais e automóveis até a entrada principal do templo.

Devido ao aumento no numero de fies, e pela importância da figura do Divino Pai Eterno na vida religiosa do estado de Goiás e do Brasil, a Arquidiocese de Goiânia, enviou um pedido a Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos para que o, até então Santuário do Divino Pai Eterno, fosse elevada à categoria de Basílica Menor.

Em 4 de abril de 2006, o Papa Bento XVI concedeu este título ao Santuário e, em 18 de novembro de 2006, se deu a instalação da Sacrossanta Basílica, sendo a única Basílica no Mundo dedicada a Deus Pai, em outras palavras, ao Divino Pai Eterno.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/

Movido a Wordpress. Tema Motion traduzido por WPThemesPT.