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No dia 1º de agosto veneramos mais um gigante na santidade e na fecundidade de obras, no seio da Igreja: Santo Afonso de Ligório, bispo, escritor, poeta, musicista, Doutor da Igreja, fundador de uma das mais ativas e numerosas congregações religiosas: Os Padres redentoristas.

Afonso nasceu em Nápoles, Itália, em 1969, primogênito da nobre família dos Liguori. Do pai herdara uma vontade férrea, inteligência viva e perspicaz, enquanto que a mãe plasmou seu coração para a fé e a bondade. Seu pai destinou-o aos estudos das artes liberais, das ciências exatas, das disciplinas jurídicas, conseguindo Afonso, rápidos e surpreendentes progressos. Aos dezesseis anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e começou a colher louros e triunfos no foro. Seu pai sentia-se orgulhoso do brilhante futuro que se abria ao filho Afonso e já tinha preparado uma noiva, rica e nobre que lhe fosse companheira na vida. Mas Afonso acalentava ideais muito superiores.

Jovem e brilhante advogado tinha uma vida espiritual muito intensa: todos os anos fazia os exercícios espirituais. Além da piedade, da ciência, cultivava também a poesia e a música: deleitava-se em ouvir as obras de música clássica e, ele próprio, compunha e musicava hinos religiosos.

Como advogado, já de renome, recebeu uma causa de grande importância do Duque Orsini para defender, contra outro príncipe… mas, quando tudo parecia vitória, eis que por um imprevisto teve um revés. Então, Afonso decidiu abandonar definitivamente a advocacia, para dedicar-se às causas mais nobres na seara evangélica. Completou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote aos trinta anos. Esta mudança custou-lhe renhidas lutas com o pai, que não podia conformar-se com a escolha feita pelo filho, renunciando aos títulos de nobreza e à rica herança da família.

Desde então Afonso colocou suas altas qualidades de ciência e de oratória a serviço de Cristo, dedicou-se sobretudo à pregação com o lema: “Deus me enviou a evangelizar os pobres”. Vários fatores forçaram Santo Afonso a dar início a uma fundação de sacerdotes pregadores, que veio a chamar-se “Congregação do Santíssimo Redentor ou Padres Redentoristas“. Esta nova família religiosa dedicava-se à pregação de retiros, de missões populares, sobretudo, em favor das classes mais pobres, nas aldeias espiritualmente mais carentes…

À frente dos seus sacerdotes, Afonso percorreu cidades e vilas do sul da Itália, convertendo pecadores, reformando costumes, santificando famílias. Mais do que sua palavra, pregava seu exemplo de virtude, de penitência, de caridade e de santa inocência. O Papa forçou Afonso a aceitar a sagração ao episcopado em Santa Águeda dos Godos, que ele pastorou por 13 anos com sabedoria, zelo e firmeza, cuidando sobretudo da formação do clero.

Homem de ação vigorosa, Afonso foi também prodigioso escritor: deixou 120 obras, que tratam dos assuntos mais variados: tratados de teologia moral, em que Afonso foi mestre incomparável; livros de espiritualidade, meditação, retiros, sermões, etc. Foi um grande mestre espiritual e Doutor da Igreja.

Passou seus últimos anos afastado da diocese e da própria congregação, suportando sofrimentos físicos e provações morais que acrisolaram seu espírito.

Faleceu santamente com 91 manos de idade, no dia 1º de Agosto de 1787.

Fonte:  Santo do Dia, O -  DOM SERVILIO CONTI, I.M.C. – ED VOZES