Poucos santos foram e são tão populares em todo o mundo cristão como São João Batista. Cantos, danças folclóricas, fogueiras e quadrilhas, foguetes além de procissões e mastros, são os aspectos típicos da festa de João Batista.
Ele é o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a prenunciação do Natal de Cristo.
Os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias. Seu nascimento e missão foram anunciados pelo Anjo Gabriel ao pai Zacarias (Lc 1,5-25). Na circuncisão ele recebeu, por inspiração divina, o nome de João. Ele era seis meses mais velho do que Jesus, mas iniciou sua pregração pública à beira do rio Jordão, alguns anos antes de Cristo dar início a própria missão.
O evangelista São Lucas assim resume a infância de João: “O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel” (Lc 1,80).
Há autores que dizem que João se teria unido à seita dos essênios, tipo de monges rigoristas que viviam no deserto à beira do rio Jordão ou do Mar Morto, em forma comunitária, entregues à oração e à penitência.
O evangelho apresenta João Batista por ocasião do batismo de Jesus.
Com palavras incisivas e vibrantes, pregava a necessidade da conversão e do batismo de penitência. Suas palavras eram duras e veementes. Insitia com rigor na necessidade do fiel cumprimento dos deveres de estado. Argumentava com a proximidade da vinda do Messias prometido e tão esperado.
A originalidade desse profeta era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada de batismo, e daí o apelido de Batista.
(continua no próximo post)
Fonte: Dom Servilio Conti, O Santo do Dia, 4ª edição, Petrópolis, Ed. Vozes, 1990, p. 272.



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