Arquivo de: jul.2009


Santo Afonso de Ligório

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No dia 1º de agosto veneramos mais um gigante na santidade e na fecundidade de obras, no seio da Igreja: Santo Afonso de Ligório, bispo, escritor, poeta, musicista, Doutor da Igreja, fundador de uma das mais ativas e numerosas congregações religiosas: Os Padres redentoristas.

Afonso nasceu em Nápoles, Itália, em 1969, primogênito da nobre família dos Liguori. Do pai herdara uma vontade férrea, inteligência viva e perspicaz, enquanto que a mãe plasmou seu coração para a fé e a bondade. Seu pai destinou-o aos estudos das artes liberais, das ciências exatas, das disciplinas jurídicas, conseguindo Afonso, rápidos e surpreendentes progressos. Aos dezesseis anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e começou a colher louros e triunfos no foro. Seu pai sentia-se orgulhoso do brilhante futuro que se abria ao filho Afonso e já tinha preparado uma noiva, rica e nobre que lhe fosse companheira na vida. Mas Afonso acalentava ideais muito superiores.

Jovem e brilhante advogado tinha uma vida espiritual muito intensa: todos os anos fazia os exercícios espirituais. Além da piedade, da ciência, cultivava também a poesia e a música: deleitava-se em ouvir as obras de música clássica e, ele próprio, compunha e musicava hinos religiosos.

Como advogado, já de renome, recebeu uma causa de grande importância do Duque Orsini para defender, contra outro príncipe… mas, quando tudo parecia vitória, eis que por um imprevisto teve um revés. Então, Afonso decidiu abandonar definitivamente a advocacia, para dedicar-se às causas mais nobres na seara evangélica. Completou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote aos trinta anos. Esta mudança custou-lhe renhidas lutas com o pai, que não podia conformar-se com a escolha feita pelo filho, renunciando aos títulos de nobreza e à rica herança da família.

Desde então Afonso colocou suas altas qualidades de ciência e de oratória a serviço de Cristo, dedicou-se sobretudo à pregação com o lema: “Deus me enviou a evangelizar os pobres”. Vários fatores forçaram Santo Afonso a dar início a uma fundação de sacerdotes pregadores, que veio a chamar-se “Congregação do Santíssimo Redentor ou Padres Redentoristas“. Esta nova família religiosa dedicava-se à pregação de retiros, de missões populares, sobretudo, em favor das classes mais pobres, nas aldeias espiritualmente mais carentes…

À frente dos seus sacerdotes, Afonso percorreu cidades e vilas do sul da Itália, convertendo pecadores, reformando costumes, santificando famílias. Mais do que sua palavra, pregava seu exemplo de virtude, de penitência, de caridade e de santa inocência. O Papa forçou Afonso a aceitar a sagração ao episcopado em Santa Águeda dos Godos, que ele pastorou por 13 anos com sabedoria, zelo e firmeza, cuidando sobretudo da formação do clero.

Homem de ação vigorosa, Afonso foi também prodigioso escritor: deixou 120 obras, que tratam dos assuntos mais variados: tratados de teologia moral, em que Afonso foi mestre incomparável; livros de espiritualidade, meditação, retiros, sermões, etc. Foi um grande mestre espiritual e Doutor da Igreja.

Passou seus últimos anos afastado da diocese e da própria congregação, suportando sofrimentos físicos e provações morais que acrisolaram seu espírito.

Faleceu santamente com 91 manos de idade, no dia 1º de Agosto de 1787.

Fonte:  Santo do Dia, O -  DOM SERVILIO CONTI, I.M.C. – ED VOZES

 

Imagem de Santa Rita em resina

Imagem de Santa Rita em resina

Venera no dia 22 de maio a igreja em sua liturgia a santa chamada comumente a “Santa das Causas Impossíveis”: Rita de Cássia. É filha da Úmbria, província da Itália que deu à igreja muitos santos, como São Francisco de Assis, Santa Clara. Os pais, de idade avançada e sem prole, conseguiram esta filha pelas preces fervorosas. Pobres que eram, legaram à filhinha as riquezas imperecíveis de uma boa educação, fundada nos princípios da fé e da moral cristã.

Desde Pequena, revelou profunda devoção a Maria Santíssima, a São João Batista e Santo Agostinho. Inclinada à oração e à solidão aborreciam-na os divertimentos e passatempos profanos. Seu desejo ardente era entrar na Ordem Agostiniana, a fim de viver exclusivamente para Deus. Mas seus pais, levados por motivos de ordem material e pelo orgulho de poder ter uma descendência desta sua filha única, tomaram uma atitude severa e inflexível diante do plano de Rita que, no fim, teve que se conformar aos desejos dos pais e contrair núpcias com o jovem Paulo Ferdinando. Este, que no início aparentava boa índole, depois de casado, revelou um caráter violento.

Seu casamento durou dezoito anos e foi para ela verdadeira via-sacra. O marido, além de aventureiro fora do lar, dentro de casa foi o esposo que nenhuma mulher deseja, grosseiro, impertinente, irascível, violento.

Ela sofria, rezava e calava. Longe de se exasperar ou abandonar o lar, oferecia seus sofrimentos e orações a Deus para alcançar a conversão de Paulo Ferdinando. No fim, conseguiu domar a fera: a graça de Deus, a mansidão e paciência inalterável de Rita levaram o marido à conversão sincera.

Mas então veio o desenlace que ela não desejava: o marido foi assassinado. Restavam à pobre viúva sofrida dois filhos gêmeos que infelizmente herdaram o temperamento do pai; pois, ainda rapazes, arquitetaram o plano de mais tarde vingar a morte do pai. Ela perdoara de coração aos culpados que, até, recebeu em sua casa para que não fossem presos.

Em vão Rita mostrou aos dois filhos os deveres de caridade cristã de perdoar, assim como Deus nos perdoou. Eles teimavam no espírito de vingança. Então, em sua angústia, Rita pediu a Deus que mudasse o coração dos filhos ou os chamasse para si. Tinham 14 anos quando morreram.

Só Deus sabe o quanto sofreu esta esposa e mão, mas também só ele pôde medir a fé, a paciência heróica desta mulher. Talvez seja esta a razão por que Santa Rita é tão invocada como Padroeira das Causas Impossíveis.

Viúva e sem filhos, Rita queria realizar seu sonho de juventude: consagrar-se a Deus na Ordem das Agostinianas. Bateu à porta do convento. Mas a superiora declarou não poder admitir uma viúva numa comunidade reservada exclusivamente às virgens. Rita não desanimou: entregou sua causa a Deus e seus santos protetores com redobrada confiança, até que um milagre aconteceu. Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela, e uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: Rita! Rita!

Um pouco receosa talvez, pois ia avançada a noite, aproximou-se da janela para ver quem a chamava e o que queria, mas não viu ninguém. Pensando ter-se enganado, voltou à oração, mas, pouco depois, repetiu-se o mesmo apelo: Rita! Rita!

Desta vez teve a certeza de que não se enganara. Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Quem era? Um homem de venerável aspecto, acompanhado de dois outros. Se fossem criaturas mortais, a piedosa mulher se teria assustado ou teria suposto que se tratava de viajantes a pedir pousada e alimento; mas, iluminada pela divina luz, Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores tantas vezes invocados: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los.

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Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu; em pouco tempo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. Dormiam as religiosas; a porta estava fechada e bem trancada.

Com efeito, era impossível abrir essa porta por meios humanos, mas Rita estava em boa companhia. Os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que se encontrasse no interior do mosteiro. Ela aí se achou, mas só, porque seus santos haviam desaparecido. Entretanto, estava segura de que, após tão evidente milagre, seria admitida.

Quando as religiosas recolhidas e silenciosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada! Como entrara ela, pois que o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? Rita, com toda a simplicidade, contou o fato milagroso que recompensara a sua fé e constância, tão evidente era a prova de sua sinceridade.

O resto de sua vida no claustro foi de uma intensidade espiritual verdadeiramente heróica. Meditava longamente a paixão de Cristo que a privilegiou com um sinal da sua agonia. Por isso, é representada com um crucifixo nas mãos. Faleceu em Cássia, no dia 22 de maio de 1457, com 76 anos.

Seu culto é um dos mais populares do mundo inteiro e é protetora absoluta das esposas e mães que se angustiam pelos maus tratos dos esposos.

Santa Ana e São Joaquim

Santa Ana, São Joaquim e Nossa Senhora ainda jovem.

O calendário litúrgico da Igreja Romana comemora no dia 26 de julho a memória de São Joaquim e Sant’Ana que a tradição identifica como pais de Nossa Senhora. O nome Joaquim é bíblico, e significa “o homem a que Javé Confirma”. Há vários personagens no Antigo Testamento com este nome. Com o nome de Ana, aparecem três mulheres na Bíblia: a mãe do profeta Samuel; a mulher de Raguel, parente de Tobias, e a profetisa Ana, que foi ao encontro de Jesus no dia de sua apresentação ao templo. Não há notícia deles na Sagrada Escritura, contudo, existe um livro venerável do século II do Cristianismo: Proto-Evangelho de São Tiago, que granjeou grande autoridade nas comunidades cristãs primitivas. É exatamente este livro que nos traz a mais vetusta tradição sobre os pais de Nossa Senhora.

Joaquim e Ana eram um casal distinto, mas viviam tristes e humilhados porque já estavam chegando à idade avançada e eram estéreis. Eram um casal justo e observante das leis judaicas. Possuíam uma certa fortuna que lhes proporcionava vida folgada. Dividiam suas rendas anuais em três partes: uma era conservada para as próprias necessidades; a segunda era reservada para o culto judaico e, finalmente, a terceira era distribuída entre os pobres. Eles continuavam rezando confiantes que Deus teria suscitados para eles uma descendência. Joaquim retirou-se ao deserto para rezar, onde permaneceu quarenta dias em jejum e oração.

Finalmente, um anjo apareceu a Joaquim comunicando-lhe uma boa notícia: “Joaquim, tua oração foi ouvida. Uma filha te será dada a quem darás o nome de Maria”. Também Ana recebeu um aviso do anjo: “Ana, Ana, o Senhor ouviu teu choro. Conceberás e darás à luz e, por toda a terra, falar-se-á de tua descendência”.

Ao voltar Joaquim para casa, eis que sua esposa atirou-se em seus braços exclamando cheia de alegria: “Agora sei que o Senhor derramou sua bênção sobre o nosso lar; pois eu era como uma viúva, era estéril mas agora meu seio já concebeu, seja bendito o Altíssimo!”. Então, fez o voto de consagrar a menina prometida por Deus ao serviço do Templo.

De Fato, a menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até o tempo de noivado com José.

A tradição não dá notícia da morte de Joaquim e Ana.

No entanto, o culto deles foi muito difundido na Igreja desde o século VI. Começou no Oriente e depois passou para a Igreja Romana. Neste caso, a devoção a Sant’Ana foi muito mais popular. Ela difundiu-se, sobretudo nos povos nórdicos, onde o nome Ana é mais usado. Também no Brasil, o culto a Sant’Ana é muito conhecido. Antes ela mereceu o título que só é reservado à sua Filha, isto é, Senhora Sant’Ana.

Fonte: Santo do Dia, O – DOM SERVILIO CONTI, I.M.C – ed Vozes

A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira, que vieram se estabelecer nas proximidades do Córrego do Barro Preto, distante aproximadamente vinte e dois quilômetros do município de Campininhas das Flores.

Constantino, um homem muito religioso e neste ponto apoiado pela esposa, começou a trabalhar na terra para plantação. Certo dia enquanto lidavam no campo a enxada tocou em algo rígido que não era pedra. Ao conferir notaram ser um medalhão belíssimo de barro, com tamanho em torno de meio palmo de circunferência onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. Eles beijaram o medalhão sagrado e o levaram para casa.

Imagem do Divino Pai Eterno

Imagem do Divino Pai Eterno

Constantino e seus familiares começaram a rezar diante do medalhão encontrado. A notícia se espalhou e aos poucos outros moradores locais passaram a rezar junto a Santíssima Trindade.

A representação artística das três pessoas divinas, Pai, Filho e Espírito Santo se caracterizam pela imagem do Pai, mais velho, lembrando Deus Pai; do Filho, mais jovem; do Espírito Santo, em forma de pomba como é narrado no Evangelho, coroando Maria Santíssima, mãe de Jesus.

Sua proximidade lembra a unidade: as Três Figuras, a Trindade; Deus Uno Trino.

O primeiro Santuário do Divino Pai Eterno foi inaugurado em 1912, este passou a ser conhecido como Santuário Velho, e é a atual Igreja Matriz da cidade de Trindade – GO.

Para marcar o centenário da Romaria de Trindade, em 1943 D. Emanuel Gomes de Oliveira, arcebispo de Goiás na época, fez o lançamento da pedra fundamental do atual Santuário Novo. Em 1957, foi apresentado um projeto para a construção do Santuário. Em 1974 começará a realização da novena e festa do Divino Pai Eterno no local.

Somente em 1994 iniciou-se a fase final do prédio e com ajuda dos romeiros e devotos, a obra foi totalmente concluída.

A praça em torno do Santuário foi totalmente revitalizada, e uma grande rampa foi construída para facilitar o acesso de pessoas com necessidades especiais e automóveis até a entrada principal do templo.

Devido ao aumento no numero de fies, e pela importância da figura do Divino Pai Eterno na vida religiosa do estado de Goiás e do Brasil, a Arquidiocese de Goiânia, enviou um pedido a Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos para que o, até então Santuário do Divino Pai Eterno, fosse elevada à categoria de Basílica Menor.

Em 4 de abril de 2006, o Papa Bento XVI concedeu este título ao Santuário e, em 18 de novembro de 2006, se deu a instalação da Sacrossanta Basílica, sendo a única Basílica no Mundo dedicada a Deus Pai, em outras palavras, ao Divino Pai Eterno.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/

Nossa Senhora dos Prazeres

Imagem Nossa Senhora dos Prazeres em gesso com pintura italiana lavável

Imagem Nossa Senhora dos Prazeres em gesso com pintura italiana lavável

Bem antes da última peste que houve em Lisboa, em 1599, uma imagem da Mãe de Deus apareceu sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos Condes da Ilha. Essa fonte começou a ser chamada de “santa” porque sua água passou a curar várias enfermidades. Os condes levaram a imagem para sua casa, colocando-a em seu oratório. No entanto, certo dia a mesma imagem desapareceu do seu lugar para ser encontrada sobre um poço. Nossa Senhora manifesta-se, então, a uma menina, dando-lhe a missão de pedir aos vizinhos e familiares para ali construirem uma capela onde ela fosse venerada sob o título de Senhora dos Prazeres. As pessoas não duvidaram da criança e em pouco tempo a ermida foi erguida. A imagem foi ali depositada e os prodígios começaram a ocorrer.

Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana.

As maiores alegrias ou os maiores prazeres de Maria Santíssima , que foram enumerados por um noviço franciscano, são os seguintes: a anunciação do anjo, a saudação de Isabel, o nascimento de Jesus, a visita dos Reis Magos, o encontro com o Menino no templo, a primeira aparição do Ressuscitado e a sua coroação no céu.

Portugal foi a primeira nação católica a festejar as alegrias de Maria.

No Brasil, Nossa Senhora dos Prazeres é padroeira da catedral e da diocese de Lages (SC), onde sua festa é celebrada em 15 de agosto. Na arquidiocese de Maceió, da qual também é padroeira, a festa é em 27 de agosto. No estado do Espírito Santo, no Santuário de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, as sete alegrias de Nossa Senhora são comemoradas no domingo da Pascoela. Existem igrejas dedicadas a esta invocação também em Minas Gerais (Diamantina e Lavras Novas) e em São Paulo, na cidade de Piracicaba. O templo mais famoso é o que se situa nos Montes Guararapes, perto de Recife, que foi reformado e embelezado pelos Monges Beneditinos em 1782.

Senhora dos Prazeres, vinde encher de alegria a nossa vida.
Afastai de nós toda espécie de tristeza.
Rogai por nós, que recorremos a vós!

ORAÇÃO

Composta pelo Pe. Antônio Carlos D’Elboux

Nossa Senhora dos Prazeres, nossa mãe querida, lembrando-nos de vossas grandes alegrias: a Anunciação do Senhor, a Visita à vossa prima Santa Isabel, o Nascimento do Menino Deus, a Adoração dos Magos ao vosso divino Filho, o Encontro de Jesus no Templo, a Ressurreição de Cristo e a vossa gloriosa Assunção, queremos pedir vossa intercessão por nós e pelas nossas famílias junto a Deus. Que Ele nos livre das doenças e dos perigos, do desemprego e da desunião. Nossa Senhora dos Prazeres, ajudai-nos a sermos bons seguidores de vosso adorado Filho, lendo e refletindo a Bíblia Sagrada, alimentando-nos de Jesus na Eucaristia e participando ativamente de nossa Comunidade. Queremos viver o mandamento do amor para com todos e caminhar em nossa vida dentro da justiça, colaborando para a construção da paz e da fraternidade. Amém.

Fonte:  http://www.nossasenhoradosprazeres.com.br

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