Citações Bíblicas, novidades da loja e mais!

fevereiro 26th, 2010

Belas citações bíblicas, novidades e ofertas em nossa loja virtual, atualizações em nosso blog e muito mais, se você ainda não nos segue no twitter, não perca tempo! Siga http://twitter.com/loja_catolica e tenha acesso as novidades enquanto ainda estão fresquinhas. Abaixo uma amostra do que já foi postado.

“O entendimento do homem retém a sua ira; e sua glória é passar sobre a transgressão.” (Prov. 19,11)

“A graça do Senhor Jesus seja com todos.” (Ap 22, 21)

“Nada é impossível quando se tem fé e esperança” Pe Landell

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Oração para o Final de Ano

dezembro 24th, 2009

Senhor Deus,

dono do tempo e da eternidade, Teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.

Ao acabar mais um ano, quero te dizer obrigado por tudo aquilo que recebi de ti.

Obrigado pela vida e pelo amor, pela alegria e pela dor, pelo que foi possível e pelo que não foi. Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito, perdão por viver sem entusiasmo e por todos os meus descuidos e silêncios, novamente Te peço perdão.

Nos próximos dias começaremos um ano novo. Paro a minha vida diante do novo calendário que ainda não se iniciou e Te apresento estes dias que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.

Quero viver cada dia com otimismo e bondade, levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz. Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus ábios às palavras mentirosas, egoístas ou que magoem. Abre sim, o meu ser a tudo o que é bom.

Que meu espírito seja repleto de bênçãos para que eu as derrame por onde passar.

Enche-me também de bondade e alegria, para que todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho, possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.

Dá-nos um Ano Novo feliz e ensina-nos a repartir a felicidade. Amém.

Nós da Casa Nossa Senhora dos Prazeres desejamos a todos um Feliz Natal e um Próspero 2010

Momento Presente

dezembro 14th, 2009

O dia está apenas começando;

Um novo ciclo se inicia, e assim o presente da vida, faz da vida presente um presente da vida…

Presente, passado e futuro, ou melhor, passado, presente e futuro; seja em que ordem for, um se torna o outro; e indepedente da ordem eles fazem parte das nossas vidas, se permutam, se trocam atua e a cada ato da grande PEÇA DE TEATRO que é a nossa vida, faz de cada um  PROTAGONISTAS, DIRETORES E AUTORES DESSE ESPETÁCULO, EM CARTAZ, DIARIAMENTE, DA NOSSA PRÓPRIA HISTÓRIA REAL E VERÍDICA dirigida pelo mestre maior, o nosso mestre dos mestres, o grande arquiteto do Universo, o único e o maior responsável pelo sucesso desse grande espetáculo do presente que é VIVER…

Autora: Patrícia Rossiter

Santo Agostinho

agosto 28th, 2009

Ontem a mãe Mônica, hoje o filho Agostinho: dois santos! Não existiria o segundo, se sua mãe não tivesse sido santa, gerando o filho à fé pelas orações e pelas lágrimas!

Santo Agostinho

Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste, hoje região da Argélia, norte da África, em 354, filho de Mônica e Patrício: ela, santa esposa e mãe ele pagão rude e violento. Agostinho teve uma mocidade inquieta, m agitada pelas paixões e desvios doutrinais. Inteligência eleita, aguda, penetrante, depois dos desmandos da juventude, procurou a verdade e a redenção  do seu espírito irrequieto, através das filosofias, mas debalde. Formou-se brilhantemente em retórica e, ainda jovem, escrevia ensaios de poesia e filosofia…

Procurando maior glória, deixou Cartago, cidade de seus estudos, e foi para a capital do Império Romano, abrindo uma escola de retórica, mas ficou por pouco tempo, porque teve a nomeação oficial de professor de retórica e gramática em Milão. Aí, atraído pela fama do grande bispo Ambrósio, poeta e orador, começou a assistir aos sermões do santo bispo. Do apreço à forma literária da pregação, Agostinho passa ao apreço pelo conteúdo. Converte-se, recebe a instrução e é batizado por Santo Ambrósio, na Páscoa de 387. Tinha trinta e três anos e chegara ao término de um longo e laborioso processo de conversão, para o qual, além de sua sede de verdade, tiveram um papel importante as preces e as lágrimas de sua santa mãe.

O próprio Agostinho descreve o toque final da graça de Deus que o levou à conversão: “Enquanto, chorando debaixo de uma figueira, debatia-me entre sentimentos e forças opostas… de súbito, ouço uma voz que cantava e repetia muitas vezes: “Toma e lê, toma e lê…” Agarrei o livro (carta aos Romanos) e li para mim aquele capítulo que primeiro se apresentou aos meus olhos e eram estas as palavras: ‘Caminhemos como de dia; nada de desonestidades, nem dissoluções; nada de contendas nem de ciúmes; ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não procureis satisfazer os desejos da carne’ (Rm 13,13s). Não quis ler mais nem era necessário; pois penetrou-me no coração uma espécie de luz serena e todas as trevas de minhas dúvidas fugiram” (Confissões, cap. X).

Com ele foi batizado também o filho Adeodato; jovem inteligentíssimo, que faleceu aos 15 anos de idade, com grande dor de Agostinho. Decidiu então voltar para sua pátria, a África, com sua mãe Mônica, que faleceu na viagem perto de Roma. Na África, com alguns amigos, iniciou uma vida comunitária, entregue à meditação, ao estudo da Bíblia, à oração e obras de caridade.

Mas, no dizer do Evangelho, a luz não pode ficar oculta. Agostinho foi procurado pelo bispo de Hipona, a fim de que o ajudasse na pregação, pois o bispo era velho e doente. Foi ordenado sacerdote e, pouco depois, com  a morte do bispo, Agostinho foi aclamado pelo povo como sucessor.

Agostinho, como pastor da diocese por 34 anos, revelou-se um bispo zeloso, vigilante, iluminado, pai dos pobres, mestre insuperável de espiritualidade, escritor fecundíssimo em todos os assuntos teológicos, defensor infatigável da ortodoxia.

Sua ação e influência pastoral não se limitou à pequena cidade portuária de que era bispo, mas rompeu as fronteiras, tornando-se uma espécie de oráculo de sabedoria teológica que a civilização antiga presenteou ao cristianismo. Ele foi definido o mais profundo pensador entre os escritores do mundo antigo e, talvez, o gênio metafísico mais portentoso que viram os tempos. Sua linguagem apaixonada e cálida, expressiva e pessoal, seduz, convence, comove. Seu pensamento iluminou quase todos os pensadores dos séculos posteriores. Entre suas obras quase todos os pensadores dos séculos posteriores. Entre suas obras imortais, emerge sua autobiografia Confissões e A Cidade de Deus, que é uma filosofia da história vista à luz da mensagem cristã.Santo Agostinho - Vitral

Santo Agostinho morreu aos 28 de agosto de 430 com 76 anos de idade, amargurado ao ver os bárbaros sitiarem sua cidade episcopal

CONTI, Servilio. O Santo de Cada Dia. Petrópolis-RJ, Vozes, 1990

Confissões : Bolso R$26,00

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Imagem Santo Agostinho 25 cm R$31,90

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Confissões - Santo Agostinho R$31,00

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Santa Mônica

agosto 26th, 2009

Amanhã comemora-se o dia de Santa Mônica. A seguir um pouco de sua história.

Santa Mônica

Santa Mônica

“Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, foi ao longo dos séculos o tipo de mãe cristã; a mãe forte, que por sua resistência, suas lágrimas e orações conseguiu a conversão de um dos maiores pensadores e santos da Igreja e da humanidade. O próprio Santo Agostinho diz que sua mãe: “que pela carne, concebeu seu filho para a vida temporal mas, pela fé e o coração, o fez nascer para a vida eterna”.

Santa Mônica nasceu em Tagaste, norte da África, por volta de 332, de família cristã.

Tendo chegado à idade própria para o casamento, foi dada pelos pais por esposa a um cidadão de Tagaste de nome Patrício, jovem pagão , rude. O caráter indômito do marido foi para Mônica fonte de sofrimentos e provocações mais duras. Mônica sofreu tudo com a maior paciência e mansidão, encontrando consolação nas orações que, fervorosas, elevava ao céu pela conversão do esposo. Deus recompensou esta dedicação e estas orações, podendo ela ver a conversão sincera do marido, que recebeu o batismo.

Do seu matrimônio, Mônica teve dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. O filho mais velho, Agostinho, foi sua grande preocupação, fonte de amarguras, motivo de lágrimas amargas.

Embora não lhe deixasse faltar bons conselhos e o educasse nos princípios da religião cristã, a vivacidade, a inconstância, o espírito de insubordinação de Agostinho induziram a mãe Mônica a protelar-lhe o batismo, com receio que ficasse uma graça profanada. De fato, Agostinho, morto o pai, aos dezessete anos, afastou-se de casa por motivos de estudos, tomando o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofreu terrivelmente com as notícias dos desmandos do filho; redobrou suas orações, e certo dia, pedindo conselho e consolação junto a um bispo, este a animou dizendo:  “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

Santo Agostinho

Santo Agostinho

Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago mas, espírito irrequieto, se afiliou a seita herética dos maniqueus. Procurando fugir das instâncias da mãe aflita, às escondidas. Toma o navio rumando para Roma, e de Roma para Milão, onde consegue o honroso cargo de professor oficial de retórica.

Mônica em seu afeto de mãe, e mãe cristã, que deseja a todo custo recuperar o filho, viaja da África para a Itália à procura do filho, encontrando-o em Milão, onde, aos poucos, termina seu sofrimento. De fato, em Milão, Agostinho, inicialmente por curiosidade retórica, depios por interesse espiritual, tinha-se tornado freqüentador dos magníficos sermões do santo bispo Ambrósio. Aí se deu sua conversão: recebeu o batismo com seu filho Adeodato e o amigo inseparável, Alípio. Mônica colhia  os frutos de suas orações e de suas lágrimas.

Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, a África, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e veio a falecer. Agostinho imortalizou estes últimos momentos escrevendo:

“Próximo já do dia em que ela ia sair desta vida, sucedeu que nos encontrássemos sozinhos ela e eu, apoiados a uma janela, cuja vista dava para o jardim interior da casa. Era em Óstia, onde apartados da multidão, após o cansaço de uma longa viagem, retemperávamos as forças para embarcarmos. Falávamos a sós, muito docemente esquecendo o passado e ocupando-nos do futuro, qual seria a vida eterna dos santos, que nunca os olhos viram, nunca o ouvido ouviu, nem o coração do homem imaginou. Nossos corações abriam-se ansiosos para a corrente celeste da fonte da vida divina”. Naquele momento, Mônica entregou sua bela alma a Deus. Corria o ano 387. Ela contava 56 anos de idade.

Seu corpo atualmente se conserva na Igreja de Santo Agostinho em Roma.

O proximo post será sobre Santo Agostinho. Aguardem

Fonte:

CONTI, Servilio. O Santo de Cada Dia. Petrópolis-RJ, Vozes, 1990

Santa Clara de Assis

agosto 11th, 2009

Santa Clara de Assis

Santa Clara de Assis

Clara nasceu por volta do ano 1193, de uma ilustre família feudal de Assis. Em peregrinação à Terra Santa, sua mãe orava diante da cruz, quando recebeu a certeza que haveria de ter uma filha que iluminaria o mundo: chamou-a, portanto, Clara. Este nome parece ser bem a síntese da vida de Santa Clara.
Tinha cerca de dezoito anos, quando foi apresentada a São Francisco de Assis por seu primo Frei Rufino. Entusiasmada pelo tipo de vida do Santo das Chagas, procurou segui-lo na medida do possível. Era uma jovem rica, inteligente e extraordinariamente bela. Na primavera de 1211, na cerimônia dos ramos, o bispo, já avisado por São Francisco das intenções de Clara, desceu do altar e lhe entregou um ramo bento. Naquela mesma noite, fugiu de casa e se refugiou na Porciúncula, pequena capela, nos campos de Assis, que serviu de residência aos primeiros frades de São Francisco. Este lhe cortou os cabelos e lhe impôs o hábito cruciforme, o cordão e um véu negro.

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São Francisco de Assis

O procedimento estranho de Clara provocou os mais veementes protestos dos pais e parentes que tudo tentaram para tirar a jovem do convento. Clara opôs-lhes a mais firme resistência. Para despistar a busca da família, mudou-se de um lugar para outro; por fim, foi para a igrejinha de São Damião, onde surgiu seu primeiro convento que abrigou  as Damas Pobres chamadas também Clarissas.
Pouco depois, seguiram-na nesta vida de austeridade suas irmãs Inês e Beatriz. Enfim também a mão de clara quis terminar seus dias no convento das Clarissas. Em breve tempo, formou-se no convento de São Damião, sob a direção espiritual de Clara, numerosa comunidade de virgens, realizando, de modo eminente, a vida contemplativa do ideal de São Francisco de Assis, de1ntro do espírito da mais estrita pobreza. Aliás, durante toda a vida, Clara lutara para seguir de perto o tipo de pobreza ideado por São Francisco de Assis que as autoridades eclesiásticas daquele tempo julgavam incompatível com a vida religiosa em clausura.
A impressão que a figura nobre e extraordinariamente luminosa de Clara causava nos contemporâneos fica bem retratada na página do primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, que escreveu quando Clara ainda estava viva: “São Damião é casa bendita e santa, onde teve origem a gloriosa e nobilíssima Ordem das Irmãs Clarissas ou Damas Pobres.
Nela, a ilustre Clara, oriunda de Assis, qual pedra preciosa, serviu de base digníssima a todas as que deviam segui-la. Porque, depois da fundação dos frades, a nobre donzela, decidida a entregar-se unicamente ao Senhor, pelos conselhos do nosso santo, serviu de exemplo e guia a inumeráveis virgens. Nobre por descendência, foi mais nobre pela graça; virgem na carne e puríssima no coração; jovem de idade mas consumada na prudência; na caridade divina ardorosíssima amante; rica de conhecimentos e mais distiguida na humildade. Numa palavra, Clara por nome, mais clara na vida e claríssima nas virtudes”. Tomas de Celano, 1981
Durante o assédio dos bárbaros sarracenos contra a cidade de Assis, prevendo o assalto dos soldados ao convento construído no limite dos muros da cidade, Clara, embora doente, levantou-se se dirigiu ao altar do Santíssimo Sacramento, tomou nas mãos a custódia com a sagrada hóstia e se apresentou aos assaltantes. Apoderou-se dos sarracenos um pânico inexplicável. Os que tinham galgado o cimo do muro caíram para trás, os outros fugiram às pressas.
Clara veio a falecer na idade de 60 anos, no dia 11 de agosto de 1253, e sua fama de santidade foi tão rápida, que foi elevada às honras dos altares dois anos depois da morte. Suas irmãs estão, ainda hoje, espalhadas aos milhares, pelo mundo afora, vivendo o ideal de Clara.

CONTI, Servilio. O Santo de Cada Dia. Petrópolis-RJ, Vozes, 1990

Nossa Senhora das Neves

agosto 4th, 2009

Entre as antigas cidades do Brasil, a que talvez mais vezes mudou de nome foi a de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. Sua conquista foi difícil e demorada devido aos constantes ataques dos índios Potiguares, aliados aos franceses que dominavam o litoral nordestino. Finalmente, na penúltima década do século XVI, o capitão João Tavares conseguiu fazer um pacto de amizade com o valente Piragibe, cacique dos Tabajaras, e unidos expulsaram o inimigo. Este acordo realizou-se no dia 5 de agosto, no local onde se formou a aldeia, que em homenagem ao santo do dia recebeu o nome de Nossa Senhora das Neves.

Nossa Senhora das Neves

Pouco depois a pequena vila teve sua denominação mudada para Filipéia para agradar ao rei da Espanha, Filipe II, que se tornara senhor de Portugal e colônia, acumulando as duas coroas. Passaram-se os anos e em 1634 a Paraíba foi conquistada pelos holandeses e o povoado, que já contava com 1500 habitantes e dezoito ricos engenhos de açúcar nos arredores, passou a chamar-se Frederica, em honra de Frederico de Orange, governador da Holanda. O povo paraibano, contudo, não se sujeitou ao domínio batavo e organizou um movimento de reação chefiado pelo conhecido herói patrício André Vidal de Negreiros. Voltando a ser uma cidade brasileira, a capital provinciana trocou novamente de nome, passando a denominar-se Paraíba. Com esta denominação permaneceu vários séculos, até que em 1930 recebeu a designação de João Pessoa, em memória do presidente assassinado naquela fase crítica de nossa história política.

Entretanto, a Padroeira da velha cidade nordestina continua a ser Nossa Senhora das Neves, cuja imagem se mandou fazer logo que a bonita igreja barroca foi construída. Seu onomástico continua até hoje a ser celebrado com grandes festas, shows, parques e barracas.

Apesar do templo de João Pessoa ser mais conhecido, a ermida da Ilha da Maré, no Recôncavo Baiano, fundada em 1584, é uma preciosidade da arquitetura colonial brasileira e a imagem da Padroeira, de madeira estofada, é em estilo maneirista.

A invocação de Nossa Senhora das Neves, existente no Brasil não apenas em cidades do período inicial de sua civilização no Nordeste, como Olinda e Igaraçu, mas também nos Estados do Rio e do Espírito Santo, é um dos títulos mais antigos concedidos à Virgem Maria, pois data do século IV.

Diz a tradição que naquela época vivia em Roma um ilustre descendente de nobre família romana, o qual não possuindo herdeiros, resolveu em combinação com a esposa consagrar sua imensa fortuna à glória de Deus. Estava pensando seriamente no assunto, quando a Rainha do Céu apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe: – “Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã aparecerá coberta de neve”.

Era noite de 4 para 5 de agosto, época de maior calor  na Itália, mas no dia seguinte, devido a um estupendo milagre, o monte Esquilino estava coberto de neve. A população da cidade acudiu ao lugar do prodígio e até mesmo o papa Libério, acompanhado de todo o clero, para lá se dirigiu.

Logo depois de iniciada a construção, a basílica foi denominada de Nossa Senhora das Neves devido ao fenômeno climático. Este templo, no entanto é conhecido universalmente pelo nome de Santa Maria Maior por ser a mais importante entre todas as igrejas de Roma dedicadas à Virgem Santíssima. Seu teto foi dourado com o primeiro ouro proveniente da América. A corte da Espanha, depois de recebê-lo das mãos de Cristóvão Colombo, enviou-o à Cidade Eterna para ornamentar a mais bela igreja dedicada à Mãe de Deus, sob cuja proteção estava a nau em que Colombo partira para a descoberta do Novo Mundo.

Iconografia:

As representações européias de Nossa Senhora das Neves são geralmente pinturas sobre madeira, em estilo bizantino. Todavia, a imagem da Ilha da Maré, na Bahia, é uma estátua de madeira que mostra Maria Santíssima de pé, sem Menino, com a mão esquerda sobre o peito e a direita estendida, como para distribuir favores, Em algumas imagens portuguesas ela tem o Menino nos braços e ambos seguram flores.

São Lourenço

agosto 3rd, 2009

São Lourenço foi um dos santos mais venerados pela Antiguidade cristã e pela Idade Média: sua basílica em Roma, por importância, vem logo depois das Basílicas de São Pedro e Paulo: ela tem o privilégio do altar papal, onde só o Sumo Pontífice pode celebrar. Por que tanta devoção a este mártir? A coragem e o bom humor de que deu tantas provas no processo e no martírio impressionaram vivamente a piedade e imaginação popular. Como os grandes heróis da Antiguidade, ele foi cantado por grandes poetas, como Prudêncio e Dante na Divina Comédia, assim como foi representado por obras-primas de pintura”¹.

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Lourenço foi diácono da Igreja Romana, martirizado na perseguição do imperador Valeriano que, com seus editos, mandou fechar e confiscar todos os lugares de culto e os cemitérios cristãos e punir com exílio ou a morte os dirigentes das comunidades cristãs.

Lourenço foi o primeiro dos diáconos que assistiam ao papa em suas funções na celebração dos divinos mistérios, na distribuição da Eucaristia e na administração dos bens da Igreja.

A igreja, com efeito, tinha uma caixa comum, proveniente de esmolas e da administração dos cemitérios, que usava para socorrer os pobres, os órfãos e as viúvas. Por uma carta do Papa Cornélio, sabemos que a Igreja sustentava no século III, em Roma, mais de 1500 pobres. Por isso, quando na perseguição de Valeriano o Papa Sisto II foi preso e martirizado, o prefeito da cidade prendeu imediatamente a Lourenço e exigiu que entregasse as riquezas da igreja. “Dá-me um prazo”, teria respondido Lourenço, “e as entregarei”. Foram concedidos três dias. Foi o tempo necessário para que Lourenço reunisse no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os velhos… todos os que a Igreja socorria; então, chamando o prefeito, disse-lhe: “Aqui tens os tesouros da Igreja!”

Vendo-se assim iludido, o prefeito prorrompeu em raiva furiosa: “É assim que te atreves a zombar da autoridade romana? Miserável, se teu desejo é morrer, pois bem, hás de morrer, mas de morte longa e cruel”. Deu então ordem para que Lourenço fosse cruelmente açoitado e, ainda por outros modos, atormentado. Finalmente, mandou que trouxessem uma grelha, que foi posta sobre brasas. O santo diácono foi despido e colocado sobre a grelha. O semblante ardia-lhe de fogo divino. Tendo sofrido por algum tempo este horrível martírio, Lourenço, com um sorriso nos lábios, disse ao juiz: “Se quiserdes, podereis me virar, visto que deste lado já estou assado”. E pouco depois: “Agora, o meu corpo está completamente assado, pronto para ser comido”. E, continuando a rezar pelo bem da Igreja, pela paz do mundo, sereno e confiante, exalava seu espírito: era o dia 10 de agosto de 258.

Seu corpo totalmente queimado foi levado em triunfo e sepultado no cemitério cristão de Verano, onde surgiu a célebre basílica dedicada em sua honra. Mais outras sete Igrejas foram erguidas na Cidade Eterna em louvor ao grande mártir, cujo nome entrou no cânon da santa missa, privilégio reservado a pouquíssimos santos. E nós concluímos esta memória de São Lourenço com a oração da missa: “Ó Deus, o vosso diácono Lourenço, inflamado de amor por vós, brilhou pela fidelidade no vosso serviço e pela glória do martírio; concedi-nos amara o que ele amou  e praticar o que ele ensinou. Amém!”

¹ Pe. Luís Palacín. Santos do atual calendário litúrgico. São Paulo, Ed. Loyola, 1982, p. 22

Fonte: Dom Servilio Conti, I.M.C. op. Cit., p. 344

Santo Afonso de Ligório

julho 28th, 2009

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No dia 1º de agosto veneramos mais um gigante na santidade e na fecundidade de obras, no seio da Igreja: Santo Afonso de Ligório, bispo, escritor, poeta, musicista, Doutor da Igreja, fundador de uma das mais ativas e numerosas congregações religiosas: Os Padres redentoristas.

Afonso nasceu em Nápoles, Itália, em 1969, primogênito da nobre família dos Liguori. Do pai herdara uma vontade férrea, inteligência viva e perspicaz, enquanto que a mãe plasmou seu coração para a fé e a bondade. Seu pai destinou-o aos estudos das artes liberais, das ciências exatas, das disciplinas jurídicas, conseguindo Afonso, rápidos e surpreendentes progressos. Aos dezesseis anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e começou a colher louros e triunfos no foro. Seu pai sentia-se orgulhoso do brilhante futuro que se abria ao filho Afonso e já tinha preparado uma noiva, rica e nobre que lhe fosse companheira na vida. Mas Afonso acalentava ideais muito superiores.

Jovem e brilhante advogado tinha uma vida espiritual muito intensa: todos os anos fazia os exercícios espirituais. Além da piedade, da ciência, cultivava também a poesia e a música: deleitava-se em ouvir as obras de música clássica e, ele próprio, compunha e musicava hinos religiosos.

Como advogado, já de renome, recebeu uma causa de grande importância do Duque Orsini para defender, contra outro príncipe… mas, quando tudo parecia vitória, eis que por um imprevisto teve um revés. Então, Afonso decidiu abandonar definitivamente a advocacia, para dedicar-se às causas mais nobres na seara evangélica. Completou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote aos trinta anos. Esta mudança custou-lhe renhidas lutas com o pai, que não podia conformar-se com a escolha feita pelo filho, renunciando aos títulos de nobreza e à rica herança da família.

Desde então Afonso colocou suas altas qualidades de ciência e de oratória a serviço de Cristo, dedicou-se sobretudo à pregação com o lema: “Deus me enviou a evangelizar os pobres”. Vários fatores forçaram Santo Afonso a dar início a uma fundação de sacerdotes pregadores, que veio a chamar-se “Congregação do Santíssimo Redentor ou Padres Redentoristas“. Esta nova família religiosa dedicava-se à pregação de retiros, de missões populares, sobretudo, em favor das classes mais pobres, nas aldeias espiritualmente mais carentes…

À frente dos seus sacerdotes, Afonso percorreu cidades e vilas do sul da Itália, convertendo pecadores, reformando costumes, santificando famílias. Mais do que sua palavra, pregava seu exemplo de virtude, de penitência, de caridade e de santa inocência. O Papa forçou Afonso a aceitar a sagração ao episcopado em Santa Águeda dos Godos, que ele pastorou por 13 anos com sabedoria, zelo e firmeza, cuidando sobretudo da formação do clero.

Homem de ação vigorosa, Afonso foi também prodigioso escritor: deixou 120 obras, que tratam dos assuntos mais variados: tratados de teologia moral, em que Afonso foi mestre incomparável; livros de espiritualidade, meditação, retiros, sermões, etc. Foi um grande mestre espiritual e Doutor da Igreja.

Passou seus últimos anos afastado da diocese e da própria congregação, suportando sofrimentos físicos e provações morais que acrisolaram seu espírito.

Faleceu santamente com 91 manos de idade, no dia 1º de Agosto de 1787.

Fonte:  Santo do Dia, O -  DOM SERVILIO CONTI, I.M.C. – ED VOZES

Santa Rita de Cássia – A Santa das Causas Impossíveis

julho 24th, 2009

Imagem de Santa Rita em resina

Imagem de Santa Rita em resina

Venera no dia 22 de maio a igreja em sua liturgia a santa chamada comumente a “Santa das Causas Impossíveis”: Rita de Cássia. É filha da Úmbria, província da Itália que deu à igreja muitos santos, como São Francisco de Assis, Santa Clara. Os pais, de idade avançada e sem prole, conseguiram esta filha pelas preces fervorosas. Pobres que eram, legaram à filhinha as riquezas imperecíveis de uma boa educação, fundada nos princípios da fé e da moral cristã.

Desde Pequena, revelou profunda devoção a Maria Santíssima, a São João Batista e Santo Agostinho. Inclinada à oração e à solidão aborreciam-na os divertimentos e passatempos profanos. Seu desejo ardente era entrar na Ordem Agostiniana, a fim de viver exclusivamente para Deus. Mas seus pais, levados por motivos de ordem material e pelo orgulho de poder ter uma descendência desta sua filha única, tomaram uma atitude severa e inflexível diante do plano de Rita que, no fim, teve que se conformar aos desejos dos pais e contrair núpcias com o jovem Paulo Ferdinando. Este, que no início aparentava boa índole, depois de casado, revelou um caráter violento.

Seu casamento durou dezoito anos e foi para ela verdadeira via-sacra. O marido, além de aventureiro fora do lar, dentro de casa foi o esposo que nenhuma mulher deseja, grosseiro, impertinente, irascível, violento.

Ela sofria, rezava e calava. Longe de se exasperar ou abandonar o lar, oferecia seus sofrimentos e orações a Deus para alcançar a conversão de Paulo Ferdinando. No fim, conseguiu domar a fera: a graça de Deus, a mansidão e paciência inalterável de Rita levaram o marido à conversão sincera.

Mas então veio o desenlace que ela não desejava: o marido foi assassinado. Restavam à pobre viúva sofrida dois filhos gêmeos que infelizmente herdaram o temperamento do pai; pois, ainda rapazes, arquitetaram o plano de mais tarde vingar a morte do pai. Ela perdoara de coração aos culpados que, até, recebeu em sua casa para que não fossem presos.

Em vão Rita mostrou aos dois filhos os deveres de caridade cristã de perdoar, assim como Deus nos perdoou. Eles teimavam no espírito de vingança. Então, em sua angústia, Rita pediu a Deus que mudasse o coração dos filhos ou os chamasse para si. Tinham 14 anos quando morreram.

Só Deus sabe o quanto sofreu esta esposa e mão, mas também só ele pôde medir a fé, a paciência heróica desta mulher. Talvez seja esta a razão por que Santa Rita é tão invocada como Padroeira das Causas Impossíveis.

Viúva e sem filhos, Rita queria realizar seu sonho de juventude: consagrar-se a Deus na Ordem das Agostinianas. Bateu à porta do convento. Mas a superiora declarou não poder admitir uma viúva numa comunidade reservada exclusivamente às virgens. Rita não desanimou: entregou sua causa a Deus e seus santos protetores com redobrada confiança, até que um milagre aconteceu. Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela, e uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: Rita! Rita!

Um pouco receosa talvez, pois ia avançada a noite, aproximou-se da janela para ver quem a chamava e o que queria, mas não viu ninguém. Pensando ter-se enganado, voltou à oração, mas, pouco depois, repetiu-se o mesmo apelo: Rita! Rita!

Desta vez teve a certeza de que não se enganara. Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Quem era? Um homem de venerável aspecto, acompanhado de dois outros. Se fossem criaturas mortais, a piedosa mulher se teria assustado ou teria suposto que se tratava de viajantes a pedir pousada e alimento; mas, iluminada pela divina luz, Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores tantas vezes invocados: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los.

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Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu; em pouco tempo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. Dormiam as religiosas; a porta estava fechada e bem trancada.

Com efeito, era impossível abrir essa porta por meios humanos, mas Rita estava em boa companhia. Os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que se encontrasse no interior do mosteiro. Ela aí se achou, mas só, porque seus santos haviam desaparecido. Entretanto, estava segura de que, após tão evidente milagre, seria admitida.

Quando as religiosas recolhidas e silenciosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada! Como entrara ela, pois que o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? Rita, com toda a simplicidade, contou o fato milagroso que recompensara a sua fé e constância, tão evidente era a prova de sua sinceridade.

O resto de sua vida no claustro foi de uma intensidade espiritual verdadeiramente heróica. Meditava longamente a paixão de Cristo que a privilegiou com um sinal da sua agonia. Por isso, é representada com um crucifixo nas mãos. Faleceu em Cássia, no dia 22 de maio de 1457, com 76 anos.

Seu culto é um dos mais populares do mundo inteiro e é protetora absoluta das esposas e mães que se angustiam pelos maus tratos dos esposos.